19 agosto, 2026

Aquilo que não tem nome não existe

As redes sociais dominam a produção de conteúdo, ditam o que aparece e o que desaparece, quais os debates importantes, qual a velocidade e o impacto da conversa. Tudo que é produzido nas redes pertence a plataforma em que foi criado. O pensamento negro de lésbicas, bissexuais, pansexuais, crítico e político, já não encontravam espaço pra reverberar antes do fenômeno redes sociais e agora enfrenta a dificuldade de se fazer existir em plena Internet Morta em que maquinas falam para si mesmas e para fazer o jogo do dinheiro. Nosso pensamentos, existências, vivencias e corpos valem cada vez menos. Nesse contexto criar um blog é recusar o apagamento, é construir memória, arquivo e presença duradoura. E você não precisa ser pesquisadora, escrever apenas sobre politica ou fazer resenhas para ganhar likes, basta você exercer a vontade da sua escrita.

Quantas antes de nós tiveram o desejo da escrita livre? REIVINDIQUE SUA ESCRITA.

Um blog é um espaço próprio, fora da lógica algorítmica, onde podemos escrever sem censura, registrar nossas histórias e fortalecer a visibilidade lésbica, bissexual, negra (ou não). É um ato político e cultural. Como disse Audre Lorde: “Não é a diferença que nos imobiliza, é o silêncio.” Criar blogs é quebrar esse silêncio.

Abaixo você encontra algumas possibilidades de criar seu próprio blog. Caso já tenha um ou crie um compartilhe conosco ♥

Tutorial basico para criar blogs gratuitos

🐻 Bearblog

Um dos mais simples e minimalistas, ideal para quem quer começar rápido.

Passo a passo:

  1. Entre em bearblog.dev.
  2. Clique em Sign Up.
  3. Digite seu e-mail e crie uma senha.
  4. Escolha o nome do seu blog (ex.: meublog.bearblog.dev).
  5. Configure título e descrição.
  6. Clique em New Post para escrever seu primeiro texto.
  7. Salve e publique — seu blog já estará online.

Dica: Bearblog não tem anúncios nem distrações. É perfeito para textos políticos e manifestos.

🌐 Neocities

Inspirado na “velha internet”, dá liberdade total para editar páginas.

Passo a passo:

  1. Acesse neocities.org.
  2. Clique em Sign Up.
  3. Crie uma conta com e-mail, senha e nome do site.
  4. Após login, clique em Dashboard.
  5. Use o editor online para escrever em HTML ou arraste arquivos prontos.
  6. Clique em Publish para colocar no ar.

Dica: É ótimo para quem quer aprender HTML básico e ter controle total sobre o visual.

✍️ Blogger

Clássico e simples, integrado ao Google.

Passo a passo:

  1. Entre em blogger.com.
  2. Faça login com sua conta Google.
  3. Clique em Criar novo blog.
  4. Escolha título, endereço (URL) e tema.
  5. Clique em Nova postagem para escrever.
  6. Publique e compartilhe.

Dica: Fácil para iniciantes, mas limitado em personalização.

🌍 WordPress.com

O mais popular, com muitos recursos e temas.

Passo a passo:

  1. Acesse wordpress.com.
  2. Clique em Começar agora.
  3. Crie conta com e-mail e senha.
  4. Escolha nome do blog e tema inicial.
  5. Personalize cores, menus e páginas.
  6. Clique em Adicionar novo post para publicar.

Dica: Flexível, com possibilidade de crescer para versões pagas se quiser mais recursos.

⚙️ Jekyll com GitHub Pages

Mais técnico, mas poderoso. Ideal para quem quer autonomia total.

Passo a passo:

  1. Crie conta no GitHub.
  2. Instale Ruby no computador.
  3. No terminal, rode:Códigogem install jekyll bundler jekyll new meu-site cd meu-site bundle exec jekyll serve
  4. Crie repositório chamado seuusuario.github.io.
  5. Suba os arquivos do site para esse repositório.
  6. Vá em Settings → Pages e ative GitHub Pages.
  7. Seu blog ficará disponível em https://seuusuario.github.io.

Dica: É a opção mais livre e profissional, mas exige familiaridade com código.

Sobre

Somos um coletivo de lésbicas e bissexuais negras e afrodescendentes que atua na luta contra o racismo, o sexismo, a lesbofobia, bifobia e a transfobia, entendendo que gênero e raça são eixos estruturantes das desigualdades sociais no Brasil. Buscamos ocupar espaços políticos, denunciar opressões interseccionais e promover o diálogo dentro e fora dos movimentos negro e feminista.

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